sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Divagando sobre o tempo...

Tempo...Tempo esse que me espera com toda a paciência que lhe provem, pois acredita cegamente em sua eminencia, tempo esse, que não perdoa e chega na mesma medida para todos. Há aqueles que divagam sobre a sua relatividade, essa mesma que é relativa a aquele que a enxergar e tenta transcende-la. Tempo, esse que nos vê nascer e perecer, crescer e viver, tanto aprender a ler quanto a escrever.

Não se olha o tempo e o vê passar, mas sim, se vê com o seu passar de si mesmo, isso porquê ele é perceptível a aquilo que ele mesmo o marca, tanto na carne quanto na pedra, em nossas memórias se fixam tudo o que ele deixou se fixar, pois com o seu passar isso se esvai e com o seu andar esse local a pouco tempo vazio se preenche.  Memórias lucidas que por estarem lá foram vividas e que por muitas vezes são esquecidas por falta de vida...

O tempo não cura todas feridas, ele simplesmente as fazem se durar mais, cabe a cada um olhar para trás e ver todo o tempo que passou e tudo aquilo que deve ser feito por ali em diante, tendo como seu objetivo mudar e com o passar desse tempo, conseguir manter memórias para ver que uma metamorfose foi feita, essa que não se restringe ao corpo, sua fisionomia sendo mais especificamente, mas sim, ao seu pensar e agir, a sua teoria e sua pratica a sua diferença e o seu ser.

Mudamos com o tempo porque o tempo nos muda, mas de forma alguma esse se deixa mudar em si, pois sua neutralidade deve ser mantida para que outros tenham o mesmo direito de um dia mudar. Nosso tempo em vida é de um todo curto, por muitas vezes ter uma intensidade ou curta ou direcionada em coisas não duradouras, dar valor ao seu tempo é dar valor a si mesmo e ao próximo, tendo em vista que hoje você tem tempo, simplesmente porque se foi investido tempo em você.

O tempo nos tira pessoas ou coisas vinculadas a sentimentos muitas vezes não na mesma medida do que nos da, mas claro fique que nada é eterno e que temos que ter a consciente que em certas horas tudo se perde, mas que também se renova e se transforma, dando não na mesma medida do que lhe foi tirado, mas do que nos importa a quantificação de coisas abstratas, o que realmente nos importa é a qualidade.

Enquanto houver pessoas haverá tempo e enquanto houver tempo haverá pessoas para escrever sobre.

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