Um gênio é um gênio em si, pois em algum momento de sua breve passagem pela existência humana se pôs a expressar suas ideias, que em casos, foram as mesmas apedrejadas e motivo de repúdio. Eram deveras evoluídas em contraste a sua época, e mesmo no caso das mais elevadas ideias, é preciso gente que a escute, mesmo nos casos em que este ouvinte é um pedaço de papel.
Imagine se Einstein, Newton, Da Vinci, tivessem permanecido em silêncio durante suas vidas, e não tivessem revolucionado a ciência e o mundo com suas poderosas ideias? Há quem diga que mesmo se não fossem eles, outros dariam conta de achar as mesmas ideias, pois ciência é descoberta e a procura das leis que se escondem pelas entrelinhas da Mãe Natureza, e o que um não achou outro há de, em outros tempos, achar. Para uma pergunta, porém, não se pode fechar os ouvidos. Quando seriam estes outros tempos? O quanto o exponencial curso da evolução das ideias poderia ser afetado e atrasado?
E se na ciência há a possibilidade, mesmo que remota, de descobertas que outros não expressaram, na arte, esta possibilidade é nula. E se, agora, Mozart não tivesse composto suas grandiosas sinfonias, ou Shakespeare escrito seus livros? Ninguém mais o faria. Pois a arte, diferente da ciência, é uma expressão da alma, e as obras, o espelho do artista e sua psique. E como todo ser humano, como todos sabem, é único... Cada um universo em si. Todos cheios de ideias, loucamente a desejar fugir da mente.
Não permita que suas ideias caiam no limbo do esquecimento. Divague-as. Coloque-as a prova. Debata. Escute ideias opostas. São enriquecedoras. A antítese. O que resta para a uma síntese. Junte-se com outros divagadores nas explorações pelos confins da existência. E lembre-se. Um breve comentário pode ser a última peça num montagem duma ideia revolucionária.
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